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 Reiki - Reiki

 

Origem

Reiki é o nome dado a um método simples, porém profundo, de cura natural para o corpo e a mente, desenvolvido pelo dr. Mikao Usui, que viveu no Japão no século XIX,  Rei significa “Universal”, e Ki quer dizer “Energia de Força Vital”. Muitos também consideram o Reiki um caminho para o crescimento espiritual.

A Energia de Força Vital é a base de toda a vida, um tipo de “sopa cósmica” que auxilia, nutre e sustenta o ciclo de nascimento, vida e morte de todos os organismos vivos. Quando estamos em contato com essa energia através da oração, da meditação, ou do Reiki, sentimo-nos menos distante e cada vez mais completos, em perfeita sintonia conosco e com toda criação.

A História Tradicional

Há algum tempo viveu um homem que tinha perguntas pungentes: “Como Jesus se curou”. Seria possível que as pessoas que seguiam um caminho de desenvolvimento espiritual, similar ao de Jesus, também tenham se curado como ele?  De forma simplificada, o que Jesus uma vez disse era e ainda é verdade: “Todas as coisas que eu fiz, vocês podem fazer ainda maiores e mais grandiosas”. A história dessa busca foi passada de mestre para aluno em sua forma original desde que o Reiki foi ensinado pela primeira vez. Uma compreensão pessoal dessa parábola moderna, que contém muitas lições sobre a natureza, sobre cura e realização, sempre foi encorajada e é central para o uso e a prática do Reiki.

Dr. Mikao Usui nasceu no Japão em 1864 e foi criado por missionários cristãos. Enquanto a maior parte das crianças japonesas eram criadas nas religiões xintoísta e budista, Mikao Usui estudava a Bíblia e, assim, conhecia as histórias e os ensinamentos de Jesus, após ter deixado a escola e ter escolhido estudar religião, ele tornou-se professor de teologia e, eventualmente, chegou a assumir o cargo de ministro em uma Escola Cristã de Rapazes.

Certa manhã, enquanto realizava uma missa em uma capela, ele foi questionado por vários rapazes sobre suas crenças. Eles perguntaram se ele acreditava literalmente nos milagres bíblicos que Jesus fez.

Ele respondeu que sim. Então, os rapazes pediram-lhe para demonstrar a sua fé realizando um milagre! Ele ficou sem palavras e achou inacreditável como uma pergunta tão simples pôde abalar a sua fé completamente. Profundamente afetado por esse incidente, ele decidiu parar de ensinar sobre a vida de Jesus, abandonando o cargo e passando a dedicar o resto da sua vida a aprofundar sua fé e descobrir como aqueles milagres da cura poderiam acontecer. Em seu âmago sabia que, se sua fé fosse verdadeira, seria capaz de receber o dom da cura e ajudar outras pessoas a fazer o mesmo. De alguma maneira, tinha a certeza de que se não seguisse esse chamado, iria se arrepender profundamente no futuro.

O cristianismo não era difundido no Japão, então dr. Usui emigrou para os Estados Unidos, onde estudou por muitos anos, de forma mais aprofundada as escrituras cristãs. Ele explorou suas questões com muitos acadêmicos e membros da Igreja. Porém,  muitas vezes, sentiu-se desmotivado e desencorajado pelas respostas que tinha e, frequentemente, pensou estar distante de encontrar a verdade. Ainda assim, desenvolveu recursos internos fortes e começou a confiar menos naqueles que encontrava do que em seu crescente relacionamento com Deus e a sua sabedoria natural e intuitiva. Durante a sua busca, encontrou muitas coincidências e geralmente sentiu-se guiado – e algumas vezes empurrado – a situações que continham pistas e sinais para o próximo passo da jornada. Essas ocorrências – como encontros casuais com outros estudiosos que seguiam caminhos espirituais similares e as ideias subsequentes que daí surgiam – incentivaram-no e aprofundaram sua fé, permitindo-lhe confiar que a ele seria mostrada a verdade, ou que ele “saberia” para onde olhar em seguida.

Dr. Usui estudou os escritos e ensinamentos de Buda, as observações de seus discípulos e o seu progresso de cura, que lhe paraceu muito similar àqueles de Jesus e de seus seguidores. Após sete anos nos Estados Unidos, voltou para Kyoto, no Japão para estudar as sutras budistas, os arquivos da vida e os ensinamentos do Buda mais profundamente. Visitou muitos centros budistas, mas descobriu que os monges e monjas, assim como os missionários cristãos, ensinavam e encorajavam principalmente o crescimentos espiritual, encarando a prática da cura como uma distração para tal crescimento. O principal objetivo budista era auxiliar as pessoas a atingir a felicidade em vez de procupar-se com problemas externos, como a doença ou pobreza, que mais cedo ou mais tarde, não se pode evitar.

Durante seus estudos e viagens pelo Japão, dr. Usui conheceu um abade zen-budista que provocaria grande impacto sobre ele e sua jornada espiritual. O abade convidou-o para viver e estudar em seu monastério, e, por muitos anos, dr. Usui permaneceu lá. O ambiente calmo, límpido e tranquilo do monastério deu-lhe o espaço perfeito para acessar o trabalho que havia feito nos Estados Unidos e, durante a sua permanência, convenceu-se cada vez mais de que o único lugar a procurar pela liberdade de cura era dentro de si.

O abade foi sua grande inspiração. Os dois passaram muitas horas discutindo o seu progresso e a melhor forma de atingir seus objetivos. O relacionamento com o abade desenvolveu-se, e o dr. Usui reconheceu-o como um grande, porém humilde, homem com uma fonte de sabedoria e compaixão ilimitada. Ele tornou-se o guia espiritual do dr. Usui ao longo de sua trajetória em direção à origem de sua essência.

Dr. Usui sabia que havia estudado tudo o que podia e que as respostas que procurava estavam finalmente ao seu alcance. Ele foi a um retiro budista sagrado, proximo de Kyoto, que tinha um nível de Energia de Força Vital especialmente puro. Lá, jejuou e meditou por três semanas, limpando as obstruções remanescentes em sua própria mente e abrindo-se completamente para qualquer coisa que estivesse pronto para receber. Ele contou para o abade, no monastério, que se não voltasse aos 21 dias, eles poderiam ir e coletar seus restos mortais para enterrá-los. Ele estava tão focado em sua missão e tão motivado pelo desejo de beneficiar os outros que se recusou a retornar sem qualquer resposta para todas as sua perguntas.

Caminhando mais de 27 quilômetros para chegar a montanha, acabou encontrando um local silencioso, próximo de um córrego, mas planejava beber água apenas durante o seu retiro. Ele sabia, por experiência que isso daria mais clareza e poder as suas meditações. Manteve consigo 21 pedras e, a cada dia, atirava uma, marcando a passagem do tempo. Dr. Usui meditou sobre as lições que aprendeu no monastério sob a orientação do abade. Sua concentração era muito forte e estável e suas energias internas tão límpidas que ele conseguia, de maneira fácil e contínua, manifestar ou experimentar a pureza da sua própria luz interior ou de sua mente sutil.

Certa manhã, quando restava apenas uma pedra, ele meditou na noite que precedeu a primeira luz do dia e experimentou muitas emoções indistintas e memórias de sua vida. Ele sabia que sua busca estava no fim e que, logo, sua vida terminaria ou ele receberia o dom da cura para dividir com os outros. Sua fé e devoção eram completas, ele fizera tudo o que pudera e agora sabia que havia alcançado um patamar sem retorno.

Olhando a escuridão, ele viu uma luz no horizonte, onde esperava ver o nascer do sol, que brilhava cada vez mais e parecia mover-se em sua direção em alta velocidade. Ele percebeu que se não movimentasse, seria atingido, mas determinou-se a relaxar, a abrir e permitir que essa experiência acontecesse, para onde quer que ela o levasse, ele concentrou-se e permaneceu no mesmo lugar, sabendo que aquilo seria o fim e também um princípio. A luz atingiu sua testa, e ele perdeu a consciência.

Ao meio-dia quando acordou, lembrava de tudo o que havia acontecido. Depois que a luz o atingiu, ele tomou consciência de belas cores e sensações, seguidas de uma forte luz que tomou todo o ambiente – a natureza de pura sabedoria, compaixão e felicidade. Dentro dessa luz apareceram grandes bolhas transparentes e, em cada uma delas, havia símbolos sânscritos que ele encontrara nos textos budistas. Conforme memorizava o conteúdo de uma bolha, ela desaparecia e a seguinte se aproximava. Seu corpo, fala e mente foram totalmente apoderados pela energia e pelos símbolos Reiki e, então ele entendeu o sentido completo de cada símbolo.

Dr. Usui sentiu-se profundamente tocado, privilegiado, e eufórico com o que havia acontecido, e queria retornar  rapidamente ao monastério para dividir suas experiências com o abade. Na pressa, bateu o dedo em uma pedra. Seu dedo sangrava e doía e, então, ele rapidamente sentou e segurou seu pé entre as mãos. A ferida sarou instantaneamente e esse foi o primeiro milagre de cura do Reiki.

No caminho de volta, ele parou numa estalagem na beira da estrada e pediu um grande refeição. De início, o cozinheiro recusou-se a servi-la, pois reparara que o doutor retornava de um longo jejum, e uma refeição exagerada lhe faria muito mal. Insistindo, fez a refeição e não sofreu nenhum mal-estar, sendo esse o segundo milagre do Reiki. A refeição foi trazida pela neta do cozinheiro, que estava com forte dor de dente. Dr. Usui perguntou se podia tocar a área afetada; ao tocar, a dor cessou e o inchaço regrediu imediatamente. Esse foi o terceiro milagre de cura.

No monastério, os monges contaram ao dr. Usui que o abade estava confinado em seu quarto, sofrendo de artrite; então tomou banho, vestiu roupas limpas e visitou o abade, que ficou muito feliz por vê-lo e ouvir sobre a sua descoberta. O abade pediu então uma demosntração de seu dom e imediatamente teve a dor aliviada. Eles discutiram sobre as formas como a técnica de cura utilizada pelo doutor poderia ajudar outras pessoas e sobre quais delas precisavam mais do Reiki do que outras.

O dr. Usui decidiu viver nas favelas de Kyoto onde ofereceria o Reiki aos pobres e aos sem-teto. Então, quando estivessem prontos, ele os ajudaria a encontrar trabalho e mandaria os mais jovens ao monastério, onde seriam treinados pelos monges em conhecimentos que os sustentariam. O abade apoiou firmemente a decisão do doutor, mas o lembrou: “Você pode curar a pessoa de forma total, algo temporário não é suficiente. As pessoas devem buscar genuinamente uma mudança positiva de longo prazo, antes que uma melhora total e permanente seja possível”.

Mikao Usui - Reiki Mikao Usui  –  1865-1926

Texto que contém os cinco princípios do Reiki

  • Apenas por hoje, não se preocupe.
  • Apenas por hoje, não tenha raiva.
  • Honre seus pais e mestres.
  • Ganhe sua vida honestamente.
  • Mostre gratidão a todos os seres vivos.

 

A terapia do Reiki, além de outras como: Reflexologia e Yoga, já estão sendo oferecidas como terapia alternativa pelo SUS; veja o link abaixo.

Referências:

Reiki para iniciantes – David F. Vennells

Wikipedia

http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2017-01/meditacao-arteterapia-e-reiki-serao-oferecidas-pelo-sus

Categorias: Reiki

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